31 de maio de 2011

A valsinha das homenagens... à la mode de Vizela

A cmv ou o secretariado do ps, não se sabe muito bem, (aliás não se sabe de todo onde começa e onde acaba cada um desses órgãos), decidiu homenagear, em vida, certas figuras que se distinguiram nas funções  autárquicas, assim como na luta pelos valores da terra... e pelos ideais do partido que de socialista cada vez tem menos.

Não desejando aguardar até ao próximo 19 de Março para os galardões da praxe e com tantas rotundas por baptizar, acharam melhor ir baptizando uma rotunda por mês e assim promover o turismo festeiro.

Apresentada a lista de personalidades a homenagear, foram seleccionados: Domingos Pedrosa, Manuel Campelos, Carlos Alberto Costa, Maria José Pacheco, Joaquim Costa, Camilo de Oliveira e Jerónimo Ferreira. Ou por não haver rotundas suficientes ou por outro qualquer motivo, não foram considerados: Francisco Ferreira, Pinto Lopes, José Maria Ferreira, Belmiro Martins, Frederico Silva, José Peixoto e Domingos Lima. Este último, soube-o de fonte segura, fica a aguardar a construção de uma rotunda na freguesia onde foi autarca.

E para não ferir sensibilidades decidiu sortear-se a ordem de consagração dos escolhidos.

Ora quis o destino que o primeiro nome a ser designado fosse o de J. Camilo de Oliveira. E merecidamente, digo eu! Um verdadeiro mártir que julgou estar a apanhar o elevador da glória, ao aceitar candidatar-se à junta de S. João contra o prof. Abilio Meneses e, em vez disso, acabou espatifado. Uma derrota estrondosa numa terra onde se defende a ideia de que até o zezinho chapa ganha qualquer eleição se alinhar no PS, destruiu-lhe a carreira política. 
Só que o partido não esqueceu. E a câmara decidiu agora, tarde e a más horas como faz com os fornecedores, ser ocasião de pagar a dívida de gratidão ao malogrado candidato.

Camilo, homem recto e de princípios firmes, que sempre se bateu pelos ideais socialistas e que como verdadeiro sportinguista está habituado ao sofrimento e à derrota, afirmou na sua voz característica: "o que eu querria mesmo erra serrr prrresidente da junta. Tudo isto agorrra não passa de um míserro prrémio de consolação". E lá foi snifando até à sede do partido para mais uma partida de dominó.

Agora permitam que faça uma sugestão: que o Dr. Francisco Ferreira possa estar presente. O Camilo merece que lhe retribua o gesto amigo, aquando da inauguração da rua de Vila Pouca em Santa Eulália, em Novembro passado. Não era qualquer um que tinha a coragem de desobedecer às ordens do partido e de o abrigar quando, sozinho entre as gentes e votado ao ostracismo, fazia a via-sacra, repassado até aos ossos de chuva e solidão. Naquela que apontaram como a única falha do Meireles em toda a cerimónia, se descontarmos o choque de facções e susceptibilidades: não se ter prevenido com guarda-chuvas para os convidados. E nem tão caro ficava! Até porque qualquer loja de chineses era capaz de patrocinar o evento.

Resta acrescentar que a inauguração será feita com pompa e circunstância, em data a anunciar oportunamente, e com os bombos dos peixotos, como é da praxe, a abrilhantar a cerimónia.

PS - Já depois de trabalhada a notícia, chegou-me aos ouvidos que a comissão cortou da lista o nome do prof. Carlos Alberto, justificando-se com o artigo de opinião deste, publicado ontem no DDV. "Não querem ver que o homem, depois de tanto tempo alinhado com os nossos princípios, está a querer passar-se novamente para a oposição?" - dizem que foram estas as palavras exactas de quem o vetou.

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28 de maio de 2011

A mulher mais procurada de Vizela?


Alguém escreveu, e por isso nomeei-o presidente do meu Clube de Fãs, que eu sou a "mulher mais famosa de Vizela que ninguém conhece".
Pois bem, está oficialmente aberta a época de caça à Clarinha. 

A bem da nação, é claro!


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26 de maio de 2011

Actrizes à quarta-feira à noite (bem tarde) 2



A dança exótica de Paris Hilton.

Paris Whitney Hilton  (Nova Iorque, 17 de Fevereiro de 1981) descrita no artigo da wikipédia que se lhe refere, como "uma socialite, actriz, cantora , empresária, escritora, estilista de moda, modelo, compositora e produtora ( com 30 anos já fez isto tudo?! Só mesmo sendo...) norte-americana”. 

Mas, pelo vistos, é também uma excelente bailarina exótica, que encantou, uma destas noites, os frequentadores do “Isto É” com uma estranha dança, logo intitulada pelas revistas sociais de “blame the beer”.
Conta quem viu, que se tratou de um espectáculo inolvidável, só ao alcance de uma grande artista.

Para quem, como eu, não teve o privilégio de assistir, aqui fica o registo para a posteridade.

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24 de maio de 2011

Sondagens, para que vos quero? 2

Eu não tenho dado realce aos resultados das sondagens que tenho levado a cabo neste espaço. Embora agradeça reconhecidamente a todos os que se dignaram perder tempo a clicar nas bolinhas, acabo por considerar que estas, como as outras (ditas sérias), valem o que valem e apenas aproveitam a quem as vê como alavanca para os seus planos ou reforço para as suas convicções. Mas se ao menos servirem para nos divertir… 

E, posto isto, vamos à análise.

A primeira revelou, embora à tangente, que o termo fifão significa fala-barato, linguarudo, e que, portanto, o excelentíssimo porta-voz municipal do partido socialista teve toda a razão em mostrar-se ofendido, assim como a ideia do digníssimo presidente da AMV de permitir ao referido deputado que se pronunciasse para lavar a honra não era de todo descabida. Mas há quem diga que nem 100 discursos misturados com 5 litros de hipoclorito de sódio lhe chegariam para se lavar do que consta por aí a seu respeito.

A sondagem seguinte alvitrou que a CMV irá inaugurar de seguida a rotunda da TMO. Parecer a que eu, apesar de humildemente declarar que acato a vontade popular livremente expressa, me apresto a contestar alegando ter imensas dúvidas. Haverá outras rotundas, mais centrais, que darão certamente muito mais, digamos…, enquadramento paisagístico.

O terceiro inquérito demonstrou, sem margem para qualquer dúvida, que quem se vai tramar com o resultado das próximas eleições é o bom povo português. O que, e ainda de acordo com o enunciado proposto, é muito bem feito, que é para ver se deixa de ser submisso e crédulo. 

Quanto à próxima já está a rolar e, como podem ver, também tem as eleições por tema. 

E agora, toca a votar. Juro que se esta não tiver, pelo menos, dez votos, desisto das sondagens. O que era um alívio para muita gente.

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Vizela já é Slow City. E agora?


Na sequência da aprovação da candidatura vizelense a Slow City ou Cittaslow, cidades que devem promover e aumentar os níveis de tranquilidade e de qualidade de vida aos seus habitantes e visitantes, o presidente da CMV que, de imediato tive o prazer de felicitar e a oportunidade de entrevistar, confidenciou-me que já estava à espera, inclusive, que as obras que decorrem na cidade foram planeadas nessa expectativa e que são apenas um indicio daquilo em que Vizela se poderá tornar num futuro próximo.

Para além disso, o autarca também me pôs ao corrente de uma série de medidas que tem em vista adoptar, não só destinadas a agradecer e honrar tão excelsa distinção, como também para implementar os princípios inerentes ao conceito filosófico que deve orientar uma slow city "incluindo uma alimentação saudável, a convivência com os amigos, a prática de exercício físico, o respeito pela cultura e os costumes, no fundo ter uma vida calma com base em princípios de qualidade".
Medidas essas que embora, avulsas e desordenadas, não resisto a enumerar, para conhecimento dos meus fiéis leitores:

Liberalização do horário de funcionamento da câmara municipal, para que o atendimento se processe sem pressas e com um nível excelente de simpatia e afabilidade. E alargamento do período de almoço para que os funcionários possam degustar devidamente a refeição e sem stress (Embora segundo consta, alguns resultados dos últimos exames médicos periódicos efectuados ao staff camarário tenha detectado níveis de stress muito abaixo do limite mínimo recomendado pela OMS).

Aquisição de uma frota de bicicletas para as deslocações de serviço dos funcionários municipais.

Abolição das taxas de estacionamento. Aproveitamento dos fiscais para lavarem os pára-brisas das viaturas dos vizelenses e dos nossos visitantes, assim como efectuarem outros serviços menores para que sejam  reclamados e se justifiquem.

Revogação imediata das taxas de aluguer dos barcos, do campo de minigolfe e dos balneários do parque.

Distribuição de refeições gratuitas aos desempregados, reformados e outros, cuja precariedade de situação o justifique.

Instalação de uma rede wireless para que toda a população vizelense tenha acesso gratuito à Internet.

Acesso gratuito às futuras piscinas municipais. Entretanto, e como medida de transição até à conclusão das mesmas, os vizelenses poderão frequentar graciosamente a piscina do Park Clube.

Distribuição, juntamente com o boletim municipal, de 1 volume de clássicos portugueses, destinado a incentivar e a promover junto da população o gosto pela leitura.

Construção de uma casa de chuto para que os toxicodependentes ( “eles também são gente, ou não? ...e  votam!”) se possam injectar à vontade, fora das vistas e da desconfiança dos  habitantes limpos e imaculados, e sem incorrerem na forte possibilidade de serem detidos nalguma rusga policial.

Aluguer e abertura do edifício do Casino Peninsular às tertúlias e outras iniciativas que as associações vizelenses pretendam realizar.

Demolição do edifício do Brito e Gomes e zona envolvente para que os achados arqueológicos ali encontrados possam finalmente ver a luz do dia e figurar condignamente num futuro museu de Vizela, “que vamos projectar de imediato”.

Negar autorização para toda e qualquer pedido de instalação de cadeias de fast food no concelho, encerrar, assim que possível, as lojas que vendem esse tipo de refeições e sensibilizar os restaurantes da terra a servirem pratos baseados na dieta mediterrânica, que é segundo os nutricionistas, a melhor para a saúde e a mais adequada ao nosso paladar.

Estas medidas, e outras que certamente irão surgir, vão ser implementadas de imediato, segundo o presidente. E embora não me soubesse elucidar a que fundos irá recorrer, o autarca afirmou que faz disso uma questão de honra: “nem que para isso tenha que vender a viatura que a câmara adquiriu para as minhas viagens”.

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