7 de julho de 2011

A Clarinha faz 1 ano.

Pois é! Hoje é o 1.º aniversário da Clarinha.
74 postagens, quase 10.000 visitas, são motivos suficientes para festejar. Festejemos, pois!


Do programa de aniversário consta uma tertúlia, subordinada ao tema: “Má-língua… mas com estilo” e a actuação de vários artistas para animar a festa, nomeadamente: José Carapinha, Abílio da Gaita, António Severino, além da vedeta internacional, Syrena e os truca-truca.


O Grupo de Bombos Família Peixoto e a Orquestra Ligeira de SFV, dois grupos “habitués” destas comemorações, e que foram convidados, alegando compromissos inadiáveis, não vão poder estar presentes.

Convido os órgãos de comunicação local – como não podia deixar de ser – ao menos, para ser notícia nos jornais.

Faço questão de convidar todos aqueles que foram visados nos meus posts – quero agradecer-lhes pessoalmente os motivos de inspiração que me deram. Faço votos que apareçam! E sem ressentimentos, hein?

Também os meus amigos do Facebook estão convocados. Mas, por favor, não tragam convites para eventos e aplicações.

Espero é que o bolo que mandei confeccionar, e de que junto foto para abrir o apetite, dê para toda a gente. Penso que dará. Ou não estivéssemos numa época em que as pessoas, para se mostrarem em forma nas praias, fazem correrias e caminhadas loucas por essas estradas fora, e cortam nos doces, querendo perder num mês o que acumularam num ano. É essa a minha esperança.

O evento terá lugar no restaurante Sul Americano, pelas 21:00 horas. Ou uma hora mais tarde, caso se justifique. Vai dar um trabalhão limpar aquilo tudo! … e abrir o portão de ferro que deve estar oxidado após tanto tempo sem uso. 

PS - Eu ainda pensei convidar as autoridades civis e religiosas, como fez o Xavier, para esta celebração. Mas, por um lado, sou ateia; por outro, não tenho nada que convidar a câmara - até hoje ainda não me atribuíram nenhum subsidio.

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Actrizes à quarta-feira à noite 8 (hoje, mais cedo um bocadinho)







Hoje, para deleite dos meus leitores masculinos, temos, não uma, mas quatro actrizes. Para quem não conhece, trata-se de Misha Barton, Vanessa Hudgens, Chelsea Handler e Audrina Patridge, respectivamente.

Todas convidadas pela Drª Paula Lima para marcarem presença “na visita à futura rua de S. Bento das Pêras (é assim que escreve) que irá ligar Tagilde ao Santuário de S. Bento”. No entanto, apesar de todas terem viajado para Portugal, e usarem o dress code indicado no convite, “sport casual”, preparadas mesmo para uma longa e árdua caminhada e até para pernoitar (“ I tooked my pillows, just in case…” disse Chelsea Handler), nenhuma delas aparece nas fotos oficiais relativas ao evento. 

Estranho! A Clarinha pôs-se em campo e investigou. E, passados apenas alguns dias, orgulha-se de poder apresentar as suas conclusões.


Vanessa e Chelsea falharam a presença porque, apesar de todos os esforços para conseguirem um táxi que as transportasse a Tagilde, o esforço se revelou inútil. Nenhum dos taxistas de serviço no aeroporto Sá Carneiro conhecia tão distinta terra. (Atenção, sra. Presidenta, é preciso remediar esta lacuna. Tagilde tem que figurar rapidamente no guia do aeroporto.) Além disso, todas as chamadas para a anfitriã não foram atendidas porque a linha estava ocupada.

Misha Barton conseguiu chegar a Vizela. De autocarro. Vemo-la sentada em frente ao café Batista. Triste e cansada. Tentando dar conhecimento à Dª Paula que o autocarro seguinte para Tagilde só sairia ao fim do dia. E rogando que lhe arranjassem um meio de transporte alternativo. Lamentavelmente, a presidenta da junta tinha deixado o telemóvel de serviço em casa para o marido fazer uns telefonemas, e não recebeu o recado.

Audrina Patridge, a de baixo, ainda assistiu à cerimónia, mas a única foto, precisamente a que ilustra este post, que ela autorizou a publicar foi rejeitada liminarmente por alguém de alto gabarito, que não se mostrou agradado pelo que a foto indiscretamente revela. Não se trata, obviamente, dos atributos físicos da actriz, mas do estado degradado dos passeios. “Mostrar a todo o mundo os buracos que alguns passeios vizelenses ostentam ia-nos fazer passar por uma terriola do 3.º mundo. Corta!” 
E assim como a actriz proibiu as outras, “it’s horrible! I was full of dust. I don’t want that the world would see my dirty feet. And my new sandals, ooooh…” , o cachet, que segundo as estimativas até dava para pagar os paralelos que faltam, foi transformado em pó.

As actrizes, por intermédio dos respectivos agentes, lamentam o sucedido mas alegam que a culpa foi toda da organização. E revelaram ainda ter ficado abismadas por não haver um único táxi de serviço na freguesia.

Moral da história: assim se gorou a oportunidade de uma grande reportagem que corresse mundo, para grande desgosto da presidenta. 
Quanto às convidadas, provaram na pele o que já tinha sentido o duque de Edimburgo em 1973, aquando da comemoração dos 600 anos da aliança luso-britânica– ficaram a ver Tagilde por um canudo. 

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1 de julho de 2011

Movimento popular contra a reabertura das termas

Começou a circular em Vizela uma petição contra a reabertura das Termas. Este abaixo-assinado já conta com mais assinaturas do que militantes do PS de Vizela que ouviram FA, isto é, mais de 5.

As razões que apresentam têm o seu quê de pertinente: temem que com a restauração do monopólio, as “bicas” de água sulfurosa que jorram livremente em, pelo menos, dois locais do parque das termas possam vir a ser encerradas. (Esclareço que não se trata propriamente de bicas, mas sim de rebentamento de tubos que transportavam a água da zona de captação até às termas e que agora vertem para o rio). E que sequem as duas pocinhas, cada vez mais confortáveis “até já têm banquinhos” onde os banhistas se vão consolando e com o relaxamento até aliviam os níveis de stress “o que é bem preciso nesta altura de crise!”

Habituados às sessões matinais e vespertinas de banhos às pernas, “sem receitas, cartões ou outras complicações “, os utentes borlistas já não passam sem os tratamentos para os seus problemas de pele, ossos e circulação. "Desde que comecei a vir já sossego melhor durante a noite. Via-me à rasca para dormir com dores nas pontas dos dedos. ", declarou João Luís Gonçalves, de 74 anos, ao JN, no passado mês de Maio.

Entretanto, como é seu apanágio, Vitor Tê (afinal é assim que se escreve!) colocou-se de imediato ao lado dos signatários, a quem manifestou todo o apoio e disponibilidade para fomentar junto das entidades competentes o arrastamento do processo de atribuição da concessão “pelo menos mais cinco anos”. O que, bem vistas as coisas, neste país nem é coisa de monta.

Quando interrogado pelo L&T acerca da sua estranha tomada de posição, o Tê exclamou: “Sempre contra a câmara, sempre ao lado do povo… Até porque a água pertence a todos. E já basta o que a Vimágua nos rouba…”

Pelo contrário, quem não está a achar piada à iniciativa é o movimento dos comerciantes. Depois da pressão, das manifestações e dos presuntos que ofereceram, receiam que possa ir tudo por água abaixo. “É que estes pés-rapados, apesar de serem cada vez em maior número, se nem dinheiro têm para os tratamentos como hão-de ter para provar a minha selecção de vinhos ou as deliciosas tripas que eu preparo na adega Avelino?” referiu um membro da associação que, por modéstia e para não ser acusado de fazer publicidade, pediu para manter o anonimato. 

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30 de junho de 2011

Actrizes à quarta-feira à noite (bem tarde) 7


“I don´t believe… only 23 people?! Poor Frank!”

Foi este o desabafo de Tara Reid quando soube da fraca assistência que se deslocou à sede do PS em Vizela, para receber Francisco Assis e a sua mensagem, na 3.ª feira à noite.

Já o próprio reconheceu que a sua proposta de ruptura com o passado não é bem entendida em certas terras. E, digo eu, afirmar que “o partido está muito dominado por pequenos e minúsculos interesses políticos”, não será com certeza, em Vizela, o melhor cartão-de-visita.

Mas que diabo, alguém se lembrou de avisar o homem que marcar compromissos para a noitada de S. Pedro era uma missão de risco. E aqui o pessoal joga pelo Seguro.

Ainda por cima qualquer santo, até o São Pedro que em Vizela não tem muita devoção, actualmente, dá um capote ao São Francisco. Ou até mesmo a dois São Franciscos...

Quanto à actriz, que dá a cara ao post, serve unicamente para enfeitar. Ou melhor, insere-se na quota de beleza que o candidato a líder quer impor ao partido nas futuras listas de candidatos a deputados, “se afinal a maior parte só vai para S. Bento fazer figura, ao menos, com algumas como esta faremos um vistão!“. 
E assim, Tara Reid foi contratada, expressa e unicamente, como majorette para estas sessões.

Só que em Vizela ninguém lhe pôs a vista em cima. Circulam rumores de que a viatura que a transportava ter-se-á desviado da rota, certamente por defeito do GPS, e aproou a Felgueiras. Onde a tripulação, aproveitando o acaso do destino, acabou a noite a festejar condignamente o santo padroeiro. E com óptimos desempenhos, segundo consta.

A restante comitiva ainda pensou em juntar-se-lhes mas, ao recordar certos antecedentes históricos, entendeu perfeitamente a recusa e a justificação de FA, que asseverou: “para cima de S. Jorge não passo! Nem que me levem de rastos.”

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26 de junho de 2011

Afinal, já temos provedor do munícipe em Vizela

Eu não gosto de me gabar mas, manda a verdade que o diga, eu sou uma esposa fiel.
Nem sequer no Facebook gosto de alimentar conversas que começam por abordagens gentis de pessoas curiosas e depressa se transformam em ritual de engate. Todos temos os nossos limites. E mesmo com o marido ausente, não alinho como outras senhoras, que cortadas as amarras do matrimónio, temporária e unilateralmente se transformam em autênticas gatas sem borralho em loucuras de fins-de-semana. Numa febre de conquista e de suprimento de carências que eu nem vos conto.

Prefiro dedicar-me a, por exemplo, navegar na internet. Há quem lhe chame investigação. Eu não me atrevo a tanto. Chamo-lhe entretenimento. Mas às vezes vale a pena. Descobrem-se coisas bem interessantes. Como esta.

Em Dezembro de 2009, foi apresentada em reunião de câmara a criação do cargo de provedor do munícipe de Vizela. Esta proposta da coligação foi cimentada num texto justificativo e num extenso regulamento de 26 artigos. O qual, talvez pela sua complexidade e crassidão nem deve ter sido lido devidamente. O que é facto, é que a proposta foi rejeitada pela maioria rosa. 


Posteriormente, em 21 de Maio de 2010, foi apresentada no município da Covilhã, uma proposta* em tudo semelhante, embora mais pomposamente intitulada “Proposta sobre cidadania e participação cívica: Provedor do Munícipe”, subscrita pelos excelentíssimos Vereadores do Partido Socialista local, João Correia, Vitor Pereira e Graça Sardinha. E cujo parágrafo 5.º reza assim: “Hoje existem Provedores dos Munícipes, em Vizela, Alcobaça, Trancoso, Maia, RioMaior, Odivelas, Cartaxo, Oeiras, para citar apenas algumas das autarquias dos mais variados sectores políticos que optaram pela criação desta figura. “
Mistério! Teria sido criado o cargo na nossa terra sem ter sido dado conhecimento às tropas?
E quem seria o feliz contemplado? Sim, porque a existir, a figura terá que ter a forçosamente a faculdade de possuir um corpo, um rosto, uma identidade.

Ao ler a última edição do RV impressa em papel, como faço quando quero conferir os assuntos que são evitados na edição online, acabei por resolver a charada e descobrir o feliz contemplado. 
A páginas 10 do dito semanário, camuflada entre anedotas e parábolas, lá estava tintim por tintim a narração épica de um feito que (só pode!) testemunha o trabalho silencioso e anónimo que o provedor tem exercido nestes meses, sem que lhe tenha sido dado o merecido reconhecimento. Público, pelo menos.

Estou a referir-me ao caso “do rail retorcido por um automóvel há alguns meses na Circular de Vizela e que colocava em perigo os peões”. Ora, bastou um simples telefonema ao presidente, que ainda respondeu “Desconhecia o problema. Amanhã mando resolver a situação”, para no dia seguinte, de facto, “o presidente ter o problema resolvido”. 
Ora, sabendo que está determinado que o atendimento aos munícipes por parte do excelentíssimo senhor Dinis Costa – Presidente da Câmara Municipal apenas acontece à “3.ª feira e 5.ª feira, com marcação prévia”, pergunto eu, quem a não ser o provedor teria esta competência? Esta facilidade de aproximação ao “poder decisório”? Não há que ter dúvidas, estava descoberto o Ilustre Provedor do Munícipe de Vizela. 

E por uma vez todos têm motivos para se regozijarem:

- A oposição que vê aproveitada, embora por vias travessas e de forma abstrusa, a sua ideia. Mas descansem, que não será por isso que o “reforço da democracia participativa” e “a salvaguarda dos interesses das populações” deixarão de estar devidamente acautelados.
- O Presidente da Câmara que vai poder descansar mais um pouquinho. E nem se verá obrigado a trocar tão amiúde o número do telemóvel para fugir aos empecilhos do costume.
- E o amigo e autor da página 10 do RV Jornal, que vê finalmente concretizado o seu sonho de exercer uma função no nosso município. 

E que melhor veículo para o exercício “de uma função que se quer ética, cívica e solidária, por que dele se exigem evidentes capacidades de persuasão e prestígio social e pessoal que assegurem ao munícipe o necessário crédito de confiança e de respeitabilidade”, além da “função pedagógica e de mediação entre os munícipes e a Autarquia” e de “esclarecimento do cidadão queixoso, sempre que o objecto da reclamação não tenha qualquer razoabilidade”, do que o jornal digital de Vizela, conhecido por DDV, que chega num segundo aos quatro cantos do mundo? 

E agora digam lá, se isto não é jornalismo de investigação do mais fino quilate?
Estou, é curiosa para saber como reagirá o Dr. Chico, que vê mais um aliado passar-se para o campo de onde sopram os melhores ventos.

* Caso duvidem da autenticidade da proposta apresentada pela vereação socialista da Covilhã, consultem: "http://pt.scribd.com/doc/31768780/Proposta-20de-20Provedor-20do-20Municipe1-20-1-1"


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